Primeiramente peço desculpas pelo sumiço. Nas últimas semanas, muita coisa aconteceu na minha vida e, sinceramente, eu não estive bem. Isso acabou afetando minha inspiração e minha capacidade de estar presente aqui como gostaria. Felizmente, as coisas começaram a melhorar aos poucos, e agora me sinto em condições de retomar minha presença por aqui.


Lembro de todas as cartas que nunca escrevi, das palavras que a timidez me travou e não deixei escapar. Durante muito tempo, fiquei calada, não só nas coisas boas, mas também nas difíceis. Guardei tudo dentro de mim, achando que assim seria mais fácil ou menos doloroso. Só que não foi assim.

O peso desse silêncio foi crescendo até explodir. Eu entrei em depressão e vivi os momentos mais difíceis da minha vida. Foram dias escuros, sem saber bem pra onde ir ou como sair dali. A gente acha que segurar o que sente é sinal de força, mas na verdade, é um peso enorme que só vai fazendo a gente afundar.

Foi só com a maturidade que entendi que precisava mudar. A vida me mostrou que a liberdade de falar o que sinto, mesmo quando dói ou dá medo, é o que faz a gente continuar. Hoje, toda vez que posso, eu desabafo, seja aqui, na newsletter, ou no meu caderninho que virou meu refúgio. Ali, com a caneta e o papel, tudo sai mais leve.

Essa prática de falar sobre o que está dentro da gente foi uma das coisas que me ajudaram a melhorar, a me sentir viva de novo. Porque o que aprendi no caminho é simples, mas fundamental: não dá pra segurar o que sentimos. A nossa voz precisa ser ouvida, pelo mundo, por quem amamos, e até por nós mesmos.

Segurar o silêncio parecia a escolha certa, por respeito, vergonha ou medo do julgamento. Mas, no fundo, isso só nos prende, nos isola. Por mais que a gente tenha medo ou vergonha, falar é o caminho. Sempre foi assim. Desde que a humanidade existe, contar histórias, dividir sentimentos e mostrar o que a gente carrega no peito sempre foi um jeito de se curar, de se entender e de seguir em frente.

Se eu pudesse dar um conselho, seria esse: não espere a tempestade chegar para abrir a janela da alma. Fale o que sente, escreva, grite, cante, chore, faça o que for preciso para não deixar o silêncio tomar conta. O medo do julgamento é real, eu sei. Mas o que vem depois é liberdade. É paz. É vida.

No fim, a gente percebe que se expressar, de dividir o que passa no coração, é um presente que atravessa gerações. É uma ponte entre o passado e o futuro, uma maneira de nunca esquecer quem somos e de encontrar força mesmo nos dias difíceis.

Então, fica aqui esse lembrete simples: não deixe o silêncio ser sua prisão. Sua voz importa. Sempre.

E você? Quais cartas deixou de escrever? Que palavras estão entaladas aí dentro?
Tira um tempo hoje pra escrever, nem que seja só pra você.
Abre o bloco de notas, um caderno esquecido, ou me responde aqui na newsletter.
Falar faz bem. Escrever cura.
Não guarda tudo pra depois — sua voz merece espaço agora. 🖊️✨